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terça-feira, 15 de abril de 2008

REFLEXÃO SOBRE A DEFESA DA SÍNTESE

Porto Alegre, 28 de março de 2008.

Reflexão sobre a defesa da síntese

Seminário Integrador IV – Professor Silvestre Novak

Aluna Rosali Cunha Thomas

A apresentação da defesa síntese no ano de 2007 é comparável a que faço hoje como reflexão sobre ela. A informática na ocasião do início da minha faculdade quando foi apresentado na escola não houve muita motivação e interesse. Possivelmente, porque na escola há apenas um computador na secretaria que funciona para interesses da instituição escolar. E na época não havia muita informação quanto a utilidade do ensino de informática para os alunos quanto menos um blog para a escola. A criação e manutenção do blog da escola na qual leciono sou eu que faço ,sozinha, desde o ano de 2006.E hoje, houve mudanças de interpretações pelas pessoas referente ao assunto. Visitam o blog e comentam as informações.

Explicando melhor eu tinha uma pequena dúvida que pudesse ocorrer a indiferença com as disciplinas diferentes como a do teatro porque a escola não está acostumada a ensinar aos alunos.

O ano de 2007 para mim foi de muita responsabilidade pessoal, ter que trabalhar com a disciplina de teatro sem ter muita experiência; foi um desafio muito estimulador.

E na escola o Projeto Político Pedagógico (P.P.P.) ainda não foi atualizado.

A minha defesa síntese foi sobre o teatro na escola e o desconforto ocasionado às vezes quando informamos o tipo de trabalho que pretendemos fazer na escola ou na sala de aula e não há subsídios e interesse para que ocorra de uma forma satisfatória.

Principalmente, relativo ao teatro que considero uma peça chave quanto a estimulação do prazer na aprendizagem. Os pais e os alunos não entendiam muito porque estava utilizando este meio de educação na alfabetização, o teatro. E não conheciam nenhuma professora antiga na escola que tivesse utilizado.

O objetivo foi vencido apesar dos obstáculos. Hoje, acredito ser relevante utilizar “o diferente” na aprendizagem até mesmo para pesquisas futuramente.

A reflexão feita por mim sobre a integração que houve com todas as interdisciplinas ministradas pelos professores da Faculdade durante todo o semestre auxiliou-me para perceber a necessidade de apresentar a síntese do que os pais e a direção da escola avaliou sobre o meu trabalho.

Seria muito fácil eu avaliar a síntese em defesa sem vivenciar ou sem ter muitos argumentos críticos construtivos de aprendizagens. E o somatório de outros argumentos e evidências só teria a acrescentar na minha apresentação.

E na disciplina Seminário Integrador foi feito uma atividade onde aprendi que argumentos e evidências são necessários para uma demonstração do trabalho a ser apresentado. Então, apresentei no final da apresentação os manuscritos para a tutora Fátima e a professora que são os relatórios dos pais e responsáveis com a descrição das aprendizagens de seus filhos escrito de seus próprios punhos.

Fiz este pedido aos pais de reflexões sobre mudanças de atitudes de seus filhos (aprendizagens) no final do ano. Acredito que talvez teria sido mais aconselhável um acompanhamento trimestral dos pais comigo.

Por estar em estágio probatório é um pouco contraditório e estranho para algumas pessoas, que eu sugestione na escola informações de informática, cursos e conteúdos das minhas aprendizagens. E que precise comprovar com experiências e fotos os trabalhos para a faculdade. É muito gratificante todo este empenho porque estou muito bem na escola com as aprendizagens de meus alunos e recebendo em troca muito respeito e carinho das colegas e alunos (as).

E com estas experiências comprobatórias defendi que a aprendizagem diferente do habitual e bem dirigida (pela faculdade) resulta em resultados positivos em vários sentidos. Inclusive na elevação da auto-estima do ser humano.

sábado, 12 de abril de 2008

RELAÇÃO DO SER HUMANO E AMBIENTE

A representação dos desenhos pelos alunos refletiu muito entusiasmo. No início estranharam um pouco porque tinham que pensar para desenhar as figuras pedidas. Mas, no transcorrer da aula senti que gostaram e acharam interessante. Não pediram ajuda de colegas.
Percebi a semelhança dos desenhos ao desenharem "Deus", a maioria desenhou um crucifixo e um homem dependurado. No desenho da árvore percebi que não esqueceram que estamos na estação do outono porque desenharam as folhas caindo. Mas, uma criança chamou-me a atenção ele não desenhou o pai e ao tentar desenhar a palavra raiva novamente tentou desenhar o pai e apagou; desenhando um cachorro raivoso. Esta criança tem dificuldade na aprendizagem por mais que converse com ele demonstra estar invocado e distraído.
Neste trabalho percebi que a psicologia e o ambiente estão interligados. A criança não mente ao desenhar porque desenha o que sente e vê. Os olhos da mãe desenhados pela criança estavam esbugalhados. Confirmei situações da família e comprovei que a mãe é aidética, o pai foi assassinado por traficantes. Acredito que toda vez que fizer este trabalho me ajudará a compreender como meu aluno vive em casa e o quanto que tenho que ter de paciência e carinho com ele. Ao conhecer o meu aluno percebo a integração do conhecimento adquirido ao planejamento. E percebo a transformação que sinto; um prazer ao ministrar as aulas. É a realidade do que vivemos se mostrando para mim e penso na mudança que posso fazer e de ser um pedrinha no ocêano desta transformação.

sábado, 5 de abril de 2008

Período de operações concretas

Vou escrever sobre esta experiência que eu utilizo por minha conta em sala de aula e que os alunos aprendem com curiosidade. Há três anos eu utilizo o calendário mensal durante o ano e foi muito positivo na aprendizagem. Sempre no início do ano no mês de março distribuo xerox do calendário. O calendário possui números grandes. Todo dia antes de colocar o roteiro no quadro com a data, peço para os alunos dizerem o número do dia atual e pintá-lo com uma cor diferente no xerox colado em seus cadernos. E no transcorrer da aula pergunto quantos dias tem o mês e a semana.
Para ressaltar o nome do dia da semana que todos tinham dificuldade de lembrar disse: - Todos temos um nome então, os dias da semana também têm. Parece que começaram a entender a partir daí.
Uma aluna ao fazer um exercício de números vizinhos não conseguia entender qual o número que vinha antes e o que viria depois. Então também utilizei o calendário para ela raciocinar que o dia de ontem vem antes do dia de hoje. Percebo que é importante mais práticas neste sentido para ela. O calendário tem me auxiliado em muitas aprendizagens. No início disseram-me para utilizá-lo expositivo em sala de aula mas, não observei muitos resultados. Porque os alunos olham, eu falo e parece que o que eles não manipulam não percebem com exatidão. Ao distribuir os meses durante o ano os alunos colam, pintam no caderno e no final conhecem até as fases da lua (porque perguntam sobre os desenhos desenhados no calendário).
O aluno aprende noção de tempo, dias e espaço.

sábado, 29 de março de 2008

Integração na escola

Lendo o jornal esta semana em minha casa encontrei uma notícia sobre agendamento de teatro "Contação de histórias" e informei a escola e vamos levar os alunos ao teatro em maio. Maiores informações a respeito está ao lado no meu blog em "notícias".

Aprendizagens Ciências

Na aula sobre a água surgiu assuntos dos mais variados explicando sobre o tratamento da água disse que toda a agua era tratada. Inclusive a do riacho da Av. Ipiranga. Surgiram comentários... "Que nojo!" E comentei: Por isso que não devemos sujar com garrafas e outros objetos...A dengue foi comentada e alguns estavam mal informados sobre o mosquito. Pensavam que o mosquito se propagava na água suja.
Todo dia um aluno (a) traz um livrinho para contar história, já estou até querendo imaginar algumas por minha conta. Levo o livro trazido para minha casa analiso e conto no outro dia; no final da aula.

Aprendizagens com os alunos na semana

Na semana do aniversário dos 236 anos da cidade de Porto Alegre foi muito comentado na rádio, jornal e televisão. Todo dia comentava para os alunos que vissem televisão e recortassem notícias a respeito de nossa cidade principalmente, pontos turísticos. Conversava sobre o que já conheciam e já tinham vivenciado com seus pais na cidade. Surgiu figuras de muitos lugares e o conhecimento que tinham era grande sobre a cidade. Um deles me trouxe só notícias de violência. E perguntei porque não trouxe sobre notícias mais agradáveis. Ele sorriu. É um menino bem rebelde. Comentei que fazia parte de toda cidade a violência e que infelizmente teríamos que conviver em nossa cidade. Li o noticiário dele inclusive referente até uma notícia de três crianças que por desobedecerem a mãe morreram. Uma delas deveria estar estudando e inventou andar de bicicleta em uma lomba com os amigos bateu em um muro e morreram. Coincidentalmente, é na rua em que eu moro. Refleti com os alunos a respeito de todos os assuntos que iam surgindo e muitas perguntas e foi uma aula em que integrou números de mortes, violência na cidade motivos e causas e o por quê disto tudo.


sábado, 22 de março de 2008

EIXO 4 / ANO 2008

CAMPOS DE ESTUDO DAS CIÊNCIAS /2008

"Desenvolver o desejo de aprender é a mais importante função da escola . Portanto, a falta de motivação é problema dela.

Luis Carlos de Menezes Artigo da revista escola pensenisso@abril.com.br

Este ano tenho um novo desafio com minha turma de 2º ano e novas aprendizagens. As crianças estão cada vez mais exigentes no ensino e com razão, demonstrando muita impaciência pela qualidade de ensino. O professor é desafiado com as atitudes de seus alunos muitas vezes desagradáveis, por falta de motivação ou educação. O diálogo sincero nas reuniões com pais é muito importante. Demonstrar nas reuniões de pais um diálogo realista sobre a educação e do quanto cada um pode fazer por seu filho é necessário. Muitos pais não lêem jornal e não se atualizam e muitos não sabem que a escola não possui Orientadora Educacional. Por isso explico que a orientação educacional tem que ser exercida em casa com muito tempo para diálogo com seus filhos. E não perder suas essências de seres humanos. Muitas contradições acontecem entre pais e professores sem uma orientação educacional nas escolas. A sociedade aos poucos estranha a profissão que um dia foi muito respeitada e hoje, acontece percursos lastimáveis na vida do professor (a).
O professor (a) poderia aprender muito resgatando no passado as aprendizagens de seu cotidiano escolar. E aplicar no presente o que realmente foi positivo na época.

Ao mencionar argumentos e exemplos positivos do meu cotidiano escolar anteriormente, ajudou-me a superar etapas com os pais e responsáveis pelas crianças.

Necessitava adquirir conhecimentos nesta área ciências naturais, Estudos Sociais e Matemática para minha vida escolar.

Acredito que estas ciências irão ajudar-me muito; por isso agradeço.